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Por que a tarde de sábado é mais bonita?
Talvez, pelo simples fato de você querer viver nela, diferente das tardes comuns, nas quais você apenas precisa sobreviver.
Um belo final de tarde de sábado tem: o pôr-do-sol alaranjado (mesmo com a influência de poluição), o verde intenso das árvores misturado com as sombras proporcionadas pelos raios solares, criando um cenário convidativo para sentar e apenas apreciar a paisagem com o adicional da brisa secando nosso suor sobre a pele.
Este cenário, que mais parece uma pintura de Monet ou van Gogh, é um grande influenciador para querermos viver a vida.
Por quê? Por que o sentimento de urgência para viver a vida por causa de um belo final de tarde?
Recentemente, estive na área rural da cidade onde moro, em Limeira, interior de São Paulo. Já tinha passado das 17h e as sombras começaram a se projetar sobre a grama, mas ainda em formato e extensão bem tímidas. Com os olhos fixados naquela paisagem, pensei: “hoje está um bom dia para sair, viver, curtir, jantar fora”.
A natureza não esconde seus temperamentos. Em dias de sol e lindas sombras projetadas, seu lado sanguíneo é intenso como o verde das plantas. Em dias de chuva, seu lado melancólico convida para uma análise sobre a rotina acompanhada de meia xícara de café e um livro fechado sobre o seu colo.
Na natureza, se tiver que chorar, que chova. Se tiver que sorrir, que faça sol. Não que os sentimentos de alegria e tristeza estejam diretamente ligados com o Sol e com a chuva, respectivamente, mas esse tipo de analogia pode criar uma clareza para fácil entendimento.
Eu amo dias com chuva. Melhor ainda, se o dia for de muito frio, mas com céu azul. Descobri que o calor não está na minha lista de preferências.
Se a natureza não esconde suas características, então, quem se esconde em dias com belo final de tarde?
Nós.
Nos escondemos atrás de telas, de obrigações que parecem urgentes, de uma rotina que nos convenceu de que sábado é exceção e segunda-feira é regra. Mas e se não for? E se a tarde de sábado não for mais bonita por ser sábado, mas porque nela você finalmente se permite estar presente?
Durante a semana, você atravessa as tardes no automático. Olha o relógio, não o céu. Conta as horas que faltam, não as sombras que se movem. A paisagem continua lá, a brisa continua soprando, mas você está ocupado demais sobrevivendo para perceber que está vivo.
A diferença entre sobreviver e viver não está no dia da semana. Está na sua presença.
Você pode reescrever sua história.
Se algo neste texto tocou você, talvez seja o momento de parar de apenas ler sobre mudança e começar a vivê-la. A terapia é o espaço onde você pode olhar pra sua história com honestidade, sem julgamento, e começar a escrever novos capítulos.
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