Entre Histórias

O Enigma do Trem Perdido • Projeto Além do Óbvio

Meu primeiro contato com Arthur Conan Doyle não deu-se com Sherlock Holmes, como era de se esperar. Seu primeiro texto que li foi um conto, O Cirurgião de Gaster Fell, publicado na coletânea A causa secreta e outros contos de horror (resenha). Achei curioso o fato de nunca ter ouvido falar à respeito desta narrativa e, muito menos, de Doyle enquanto contista. E foi deste fato que surgiu a ideia de criar um projeto literário que intitulei  Além do Óbvio. A intenção, como o próprio nome sugere, é resenhar obras desconhecidas (ou pouco comentadas) de autores famosos. E para dar início escolhi uma coletânea de contos do próprio Arthur Conan Doyle, O Enigma do Trem Perdido. O livro foi publicado em 1981 pela editora Francisco Alves, dentro da coleção Mestres do Horror e da Fantasia. Tendo sido iniciada justamente neste ano com a publicação de Eu Sou a Lenda (Richard Matheson) e tido seu

Nevermore

Há exatos 168 anos, Edgar Allan Poe nos deixava, em circunstâncias tão misteriosas quanto sua obra. Fora encontrado vagando pelas ruas de Baltimore, em roupas que não eram suas e em estado de confusão mental. Internado, faleceu no dia 7 de outubro de 1849, em decorrência de uma congestão cerebral, embora a causa real de sua morte jamais tenha sido revelada. Sua última frase teria sido “Lord, please help my poor soul”. Considerado o fundador dos contos de terror e da ficção policial, Poe, apesar de ter morrido na miséria e sem reconhecimento, é hoje considerado uma dos grandes nomes da literatura e aclamado pela crítica. Sendo ele um dos meus autores favoritos, decide reunir neste post algumas curiosidades sobre sua vida e obra, no intuito de lembrar e homenagear o aniversário de morte do grande mestre do terror.   Poe teve uma carreira no exército Na época do

Não Conte a Ninguém • RESENHA

Contos Fantásticos • RESENHA

Visões da Noite • RESENHA

XX • Crítica

XX é uma antologia composta de quatro curtas de horror. A referência aos cromossomos femininos como título da obra deu-se por ser esta a primeira antologia de horror roteirizada, dirigida e protagonizada apenas por mulheres. The Box é escrito e dirigido por Jovanka Vuckovic (responsável pelo interessante The Guest) e baseado no conto de Jack Ketchum. Uma mãe está voltando com seus dois filhos de uma tarde de passeios, na época do natal. No metrô a caminho de casa, Danny pergunta à um senhor sentado no banco ao seu lado o que tem na caixa que este segura, ao que ele lhe responde que é um presente. Apesar da bronca dada pela mãe para que não incomodasse o homem, Danny insiste pedindo para ver o que era. A reação do menino quando a caixa é aberta é de medo e desconforto. Não fala mais nada a partir de então e recusa-se a contar o que viu. O problema é que a partir deste dia, ele não se

Entre Nós • CRÍTICA

Não Conte a Ninguém • RESENHA

Não Conte a Ninguém foi publicado em 2001 e trazido ao Brasil em 2009 pela editora Arqueiro. Foi o primeiro romance independente do autor e também o primeiro a aparecer na lista de bestsellers da The New York Times Book Review. Sendo, até hoje, o seu maior sucesso. Foi adaptado para o cinema em 2006 pelo diretor francês Guillaume Canet, sob o nome Ne le dis à personne, trazendo François Cluzet e Marie-Josée Croze nos papéis de David Beck e Elisabeth Beck. Ganhou o Lumiere por melhor fotografia e foi indicado à nove Cesars, ganhando quatro: melhor ator, melhor diretor, melhor música original e melhor montagem. David Beck e Elisabeth Parker se conheceram ainda crianças, quando esta mudou-se para perto de sua casa. Estudavam juntos, tornaram-se amigos e se apaixonaram. O primeiro beijo foi aos doze anos, às 18:15, ao lado de uma árvore no Lago Charmaine, casa de veraneio dos avós de

Contos Fantásticos • RESENHA

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O Alienista • RESENHA

Contos Fantásticos • RESENHA

Henri René Albert Guy de Maupassant nasceu na França em 5 de agosto de 1850, cometeu uma tentativa de suicídio cortando sua garganta, em decorrência da paranoia causada pela sífilis, em 2 de janeiro de 1892 e faleceu em um manicômio em 6 de julho de 1893, por conta de complicações causadas pela doença. Foi contemporâneo e amigo de grandes escritores realistas e naturalistas como Zola, Turgueniev e Flaubert, tendo conhecido este último ainda nos tempos de faculdade e chamado-o de “mestre” por toda a vida. Por sua vez,  foi inspiração para o irlandês James Joyce, famoso por Ulysses. Deixou uma vasta obra, dentro de um curto período de 10 anos, constituída de romances, peças de teatro e contos. Entre os mais conhecidos e consagrados (e aos quais deve seu sucesso entre o público francês da época e sua fortuna) estão Bola de sebo, O colar, Uma aventura parisiense,

Não Conte a Ninguém • RESENHA

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Sejamos Todos Feministas • RESENHA